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Economia circular: oportunidade para o desenvolvimento de áreas vulneráveis

julho 21, 2016
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O painel Uma Nova Economia discutiu os conceitos de uma economia circular e a necessidade de investimentos socioeconômicos em áreas vulneráveis. Representantes de instituições, como Ellen Macarthur Foundation Brasil, ACRio, Cooperliberddae, entre outras, participaram da discussão. Foram apresentados casos de sucesso, como o projeto de reciclagem de lixo úmido e entulhos para a construção de casas populares, conduzido pelo professor Luiz Badejo, diretor da Cooperliberdade, que desenvolveu a tecnologia para a produção do tijolo sustentável.  A cooperativa é presidida por Robson Borges, morador da favela do Alemão e engajado no movimento que pretende fazer da reciclagem um motor para impulsionar a geração de renda e a inclusão dos moradores da comunidade.

Estima-se que o Rio de Janeiro produza ao mês quase 570 mil toneladas de entulho, 80% oriundo da região metropolitana, segundo a co-fundadora do Pacto do Rio, Viviane Mosé. Segundo ele, o produto reciclado ainda é caro, pois paga três vezes mais imposto do que os não reciclados. Mas a boa notícia, diz, ela, é que um projeto que está com o governador Francisco Dornelles propõe isentar o produto reciclado de imposto. “Com isso, o Pacto do Rio pretende que o estado se torne a meca da reciclagem no Brasil e que a nossa economia possa se reerguer, trabalhando de baixo pra cima”, comemorou Viviane.

O tijolo reciclado tem inúmeras vantagens, como a não emissão de gases de efeito estufa, ao contrário do tijolo comum que passa por um processo de queima. Badejo vai além e diz que o tijolo é apenas uma parte do processo. “A ideia é promover o cooperativismo. Muitas vezes pessoas que estão em cooperativas não tiveram nem oportunidade de estudar. Ideias como essas podem ajudar uma comunidade”, completa Badejo.  Este projeto contempla uma unidade piloto, com capacidade inicial de produção de 10 mil tijolos por dia.  “Queremos construir uma pequena fábrica para construir os tijolos. Essa quantidade é o suficiente para a construção de uma casa dia. É uma alternativa para construções populares”, diz Viviane, informando que o projeto já está patenteado. “Queremos mostrar que não há qualquer problema com este material, acabando de vez com eventuais preconceitos que possam existir em relação ao projeto”, diz ela.