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Índice de Progresso Social será recomendado para ser adotado no Rio

julho 21, 2016 1
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A fundadora do Pacto do Rio, a economista Eduarda La Rocque, recomendará aos candidatos à Prefeitura a adoção do Índice de Progresso Social (IPS) como novo indicador para medir a qualidade de vida na cidade. O anúncio foi feito por Eduarda durante o I Fórum de Sustentabilidade do Rio. Ela adiantou que será enviada uma carta aberta a cada um dos candidatos. A economista reafirmou o posicionamento do Pacto pela equalização das desigualdades sociais e territoriais na cidade.

Há cerca de três meses, com o apoio do Instituto Pereira Passos (IPP), foi lançada a primeira edição do IPS Rio de Janeiro, com dados para 32 Regiões Administrativas (RAs). A iniciativa agora é fazer um recorte em Manguinhos, piloto do projeto, para entender onde a região precisa avançar mais. Diferentemente do PIB per capita, que mede produção econômica, o IPS mede diretamente a qualidade de vida por meio de indicadores sociais e ambientais. O indicador combina variáveis sociais comumente usadas em avaliações do desenvolvimento humano e bem-estar – indicadores de saúde, nível de acesso e qualidade dos serviços básicos e da educação básica e superior – com variáveis ambientais, acesso à comunicação, direitos humanos, liberdade de escolha, tolerância e inclusão.

De acordo com Eduarda La Rocque, este é o primeiro passo para a popularização do índice na cidade. “Vamos fazer este piloto em Manguinhos e nossa ideia é medir o IPS em todas as áreas com Unidade de Polícia Pacificadora no Rio”, explicou. Para a diretora da fundação Avina no Brasil, Gláucia Barros, o IPS mede verdadeiramente a qualidade de vida, porque não aborda somente aspectos financeiros. “O IPS não tem indicadores econômicos. É a primeira métrica do mundo que sugere desenvolvimento desatrelado ao dinheiro. Acredito que direitos e liberdades individuais, tolerância, inclusão e acesso ao ensino superior sejam de vital importância qualitativa para a vida de todos”, declarou.

A justificativa deste modelo, constituído com apoio de acadêmicos nas universidades de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), é que o crescimento econômico é condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento humano ou “Progresso Social”. Segundo o relatório metodológico do Índice de Progresso Social 2015, o “Progresso Social” é a capacidade de uma sociedade atender às necessidades humanas básicas de seus cidadãos, estabelecer os componentes básicos que permitam aos cidadãos e às comunidades melhorar e manter a qualidade de vida e criar as condições para que todos atinjam seu pleno potencial.

O IPS Rio constatou que a cidade não escapa do dilema das profundas desigualdades internas, com os grandes complexos de favelas e partes da zona de expansão da cidade, apresentando resultados bem mais baixos mesmo em indicadores em que a cidade se sai melhor. Também foram apontadas pelo índice as áreas em que é necessário avançar mais: acesso ao ensino superior, segurança pública, qualidade da educação básica e sustentabilidade.